.o inferno são os outros.

Com o tempo você vai ganhando suas próprias asas e não precisa das asas dos seus pais pra te ajudar a voar.
Toma liberdade pra tirar a chupeta da boca, pra dar um stop sem chances de play no xixi na cama, até que chega no seu modo de se expressar.
E quando toma conta do seu corpo vem uma coisa chamada vergonha, e você tem que tomar cuidado pra ela não se tornar maior!


Mas pensando bem, a vergonha não nasce assim do nada, nasce por causa de pensamentos de outras pessoas que te impedem de fazer o que você realmente quer, te impedem de se mostrar, se encontrar.
Se sentindo superiores, se dão no direito de julgar, apontar e deixar o espelho no lugar mais fundo do armário possível e assim por muitas vezes você vai junto com o espelho, se esconde, se mascára.
O INFERNO SÃO OS OUTROS!

Anúncios

Coincidências?

Encontrar alguém que conhece no metrô, em alguma das praças mais movimentadas do seu bairro ou até mesmo em um ônibus.
Trinta minutos antes desse acontecimento você está no seu quarto, procurando a roupa que você quer, que é a única que não está no seu guardarroupa naquele momento, se atrasa por esse motivo.


Sai de casa. Chega na estação. Entra no metrô, dentre muitos vagões você entra em um, aquele que dá de cara com alguém que conhece.
HEY! Mas quais eram as chances disso NÃO acontecer? Mesmo assim aconteceu!
Com isso, dá até pra pensar que era pra acontecer, que era pra você se atrasar e entrar naquele vagão.
E se era pra acontecer, deve existir um motivo pra isso, então sempre que encontrar alguém “por acaso” tente encontrar a resposta para ESSA pergunta:
POR QUE ENCONTREI ESSA PESSOA?

– Ozzim, L.

.a lua.

Deve ter alguma graça em ir à lua sim, andar e flutuar ao mesmo tempo, por mais pesado que o seu corpo seja, a magestosa circunferência branca lhe fará leve, lhe fará sair do chão e te colocará no modo “câmera lenta“.
Mas o mágico MESMO deve estar em ver a lua de longe, sentado no telhado. Nunca só, sempre você e a lua.


Agora: se a luz de todos os postes se forem à noite e você estiver só com a roupa do corpo, quem mais lhe dará claridade para mostrar o caminho além da lua?

– Ozzim, L.

.o segundo que antecede o beijo.

Recebi esse título como sugestão para este post, mas é uma coisa tão abstrata pra mim, como acredito que seja pra você.
Um segundo que antecede o beijo, a um centímetro da onde quer chegar, da onde quer tocar.
Parece ser um segundo totalmente pessoal, totalmente de duas pessoas, um cenário fechado feito por duas mentes.


E então o tempo pára, por um segundo o tempo pára, te transporta pra um lugar que não existe, te faz pensar em tudo ao mesmo tempo, mesmo que sua cabeça não tenha espaço pra tudo isso.
Neste momento “eu e você“, dois corpos… er… não tão dois assim, quase se transformando em um só ser, somem do mundo e inventam um outro, com características próprias, cores e um silêncio feito por eles.
E o segundo se vai…
Um tanto quanto indescritível, não acha?

– Ozzim, L.

.escrever.

Às vezes acho que faço comparações em excesso, mas como descrever algo abstrato em minha mente sem comparar a algo concreto?
Exemplificando: escrever é como uma pedra preciosa, que tem que ser lapidada.
Mas para lapidar não é preciso ferramentas ou algo pesado do gênero.
Apenas:
um papel e uma caneta,
letras e palavras,
frases e interpretações,
rasuras e correções.

Fazendo uma infinidade de combinações que, mesmo em prosa, pode ser considerada algo poético.
Em uma constante multiplicação de visões: à partir de um ponto de vista, muitos outros olhares.

– Ozzim, L.

.o tempo.

Corre contra o seu pensamento, contra sua vontade.
Quando você quer que ele corra, ele anda, caminha tão devagar que por pouco não pára na sua frente, aponta e ri.
Quando você quer que ele fique estático, passa correndo, tão rápido que nem o vulto você vê.


É como um filho sapeca, que você tem como obrigação cuidar, “investir“. Sob os teus olhos não se mexe, parece se comportar, mas basta dar as costas e lá se vai, escorre pelas mãos o filho, o tempo, voa, deixa as coisas de uma sala organizada fora do lugar e algumas obrigações pra trás.
Deu pra entender melhor agora a frase:
Segura o tempo se não ele voa“?

– Ozzim, L.