.ser seu próprio d(eu)s.

Imagine que cada cabecinha de um ser humano é um mundo ambulante e particular.
Aonde cada um pode criar o que quiser, ser o que quiser, fazer o que quiser, só ali dentro, ser dono de si mesmo, de seus próprios pensamentos, sem qualquer restrição. O único lugar aonde nada te impede de fazer algo que você queira. Onde ninguém te vê, ninguém te descobre. É você sendo seu (sem contar as vezes em que você pode ter a sensação de fazer tudo na vida real, através dos sonhos). É lá que você pode transmitir energias positivas pra você mesmo, pra outra pessoa, não importa a distância que ela esteja. Pode se enganar e depois perceber que quem estava errado era você mesmo e não uma terceira pessoa, que quem estava te enganando era você e ninguém mais. Pode delirar, ter medo, e logo depois pensar em ser corajoso por algum motivo que fez o teu medo ir embora, pode rir sozinho nadando nas suas lembranças, chorar, e ao mesmo momento alcançar o ápice de um sentimento bom, por ter lembrado de algo te resgatou enquanto você chorava, pode visitar a oficina do diabo e sair VIVO, mesmo tendo enfrentado o pior dos demônios e ainda pode sentir que você consegue voltar naquela oficina mais e mais vezes, se sentir péssimo, mas ainda assim estar vivo com alguma esperança de que tudo pode ficar bem, porque você esteve bem em algum momento e se pergunta por que não posso estar bem outra vez?
Por fim, admirável é pensar que poucas pessoas no mundo acham isso “mágico” por terem nascido assim ou por apenas nunca terem parado pra pensar no quanto isso é fascinante.
Isso já não seria divino? Isso não seria Deus? Você sendo SEU Deus? Por que outro Deus?

– Ozzim, L.

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