.banho de chuva X negatividade.

Tome um banho de chuva e sinta a sensação.
Não é uma sensação de só pensar pelo lado ‘porra, tô enxarcado‘, mas uma sensação de ‘lavei a alma!’
Saia de casa numa pancada de chuva, e deixe que a água espanque e nocauteie todas as energias ruins do seu corpo e leve com ela, toda a negatividade, deixando tudo o que é ruim estirado no chão, junto às poças de água.
NÃO é permitido olhar pra trás e nem ver o seu reflexo nessas poças!


Abra os braços, corra, sinta a liberdade, e SIJOGUE nessa sensação única que só essa água violenta traz…
Mas pense que ela não é violenta com VOCÊ mas com toda vibe negativa que te atormenta.
E quando estiver debaixo das tenebrosas nuvens negras, tudo ficará tão claro pra você, seu corpo ficará tão mais leve, mas vai chegar a hora das nunvens se abrirem e o sol te cumprimentará, para você dizer à ele e ao tempo ruim que passou:
Até a próxima, tempo bom!’

– Ozzim, L.

.um dos problemas do mundo.

Às vezes é bom ficar sozinho.
Porque o silêncio faz com que você consiga ouvir seus pensamentos.
E nesses tempos tão loucos, tão movimentados, tão sem parada pra nada ficar sozinho é quase raro.
Você quase nunca está .
Fique em uma calçada e estará acompanhado de incontáveis buzinas escancaradas.
Aconchegue-se no sofá e ouvirá sons de vuvuzelas escapando pelos vãos da janela para dentro de sua casa.
Sente-se em uma cadeira de escritório e concentre-se. Ouvirá o teclado dizer a você ‘tec, tec, tec…


E então, você nunca consegue ficar com o silêncio, porque algo sempre vem tomar o lugar dele!
Na realidade, o silêncio nunca vai existir, porque quando ‘encontrá-lo’ você vai estar sempre ouvindo o seu subconsciente.
E esse é um dos problemas do descontrole das pessoas hoje, é que elas não se preocupam em ter esse tempo consigo, não se preocupam em parar pra pensar como está a vida, as pessoas que estão ao seu redor, as oportunidades e pelo que vale a pena lutar.
Sendo assim, elas saem pra um caminho qualquer, que mal sabem por onde andar, atirando pra qualquer lado na contramão, formando esse imenso universo louco de poeira que se encontra hoje!

– Ozzim, L.

.o desconhecido.

Os anos podem passar, mas nunca será o bastante para você conhecer o ‘tudo‘ da vida, ninguém consegue viver para conhecer tudo.
Em média, uma pessoa vive 72 anos, parece muito pra você? Não? Não é! Pois são tantas experiências, algumas que até mesmo uma pessoa de 90 anos desconhece.
Umas que têm um certo preço – uma viagem – e outras que não têm preço, como… essas – as melhores – são impossíveis de passar para o papel.


Vou morrer tendo em mente que qualquer pessoa tinha que viver 200 anos, pelo menos – especialmente as pessoas boas -, ainda assim não viveriamos todas as experiências da vida, mas pelo menos tentariamos, teriamos maior tempo para tentar.
Será que nesses 72 anos que se vive, todo mundo tenta viver tudo?
A vida tem experiências, que a própria experiência desconhece.

– Ozzim, L.

Coincidências?

Encontrar alguém que conhece no metrô, em alguma das praças mais movimentadas do seu bairro ou até mesmo em um ônibus.
Trinta minutos antes desse acontecimento você está no seu quarto, procurando a roupa que você quer, que é a única que não está no seu guardarroupa naquele momento, se atrasa por esse motivo.


Sai de casa. Chega na estação. Entra no metrô, dentre muitos vagões você entra em um, aquele que dá de cara com alguém que conhece.
HEY! Mas quais eram as chances disso NÃO acontecer? Mesmo assim aconteceu!
Com isso, dá até pra pensar que era pra acontecer, que era pra você se atrasar e entrar naquele vagão.
E se era pra acontecer, deve existir um motivo pra isso, então sempre que encontrar alguém “por acaso” tente encontrar a resposta para ESSA pergunta:
POR QUE ENCONTREI ESSA PESSOA?

– Ozzim, L.

.a lua.

Deve ter alguma graça em ir à lua sim, andar e flutuar ao mesmo tempo, por mais pesado que o seu corpo seja, a magestosa circunferência branca lhe fará leve, lhe fará sair do chão e te colocará no modo “câmera lenta“.
Mas o mágico MESMO deve estar em ver a lua de longe, sentado no telhado. Nunca só, sempre você e a lua.


Agora: se a luz de todos os postes se forem à noite e você estiver só com a roupa do corpo, quem mais lhe dará claridade para mostrar o caminho além da lua?

– Ozzim, L.

.o segundo que antecede o beijo.

Recebi esse título como sugestão para este post, mas é uma coisa tão abstrata pra mim, como acredito que seja pra você.
Um segundo que antecede o beijo, a um centímetro da onde quer chegar, da onde quer tocar.
Parece ser um segundo totalmente pessoal, totalmente de duas pessoas, um cenário fechado feito por duas mentes.


E então o tempo pára, por um segundo o tempo pára, te transporta pra um lugar que não existe, te faz pensar em tudo ao mesmo tempo, mesmo que sua cabeça não tenha espaço pra tudo isso.
Neste momento “eu e você“, dois corpos… er… não tão dois assim, quase se transformando em um só ser, somem do mundo e inventam um outro, com características próprias, cores e um silêncio feito por eles.
E o segundo se vai…
Um tanto quanto indescritível, não acha?

– Ozzim, L.